Compositor: Eduardo Beilinson, Indio Solari
Bandeiras no seu coração
Eu quero vê-las tremulando, faça Sol ou não
Bandeiras vermelhas, bandeiras negras
De tecido branco, no seu coração
Perfume à beira da dor
Assim, invisível, licor venéreo do amor
Que está nas peles, sedas e mais sedas
Que guardam nomes no seu coração
São pássaros da noite
Que ouvimos cantar e nunca vemos
Quando o granizo bateu, o sino tocou
Despertou suas tristezas, fazendo seus ninhos trovejarem
Esperando ali mesmo no caminho
A bela senhora está desencarnada
Quando a noite é mais escura
O dia chega ao seu coração
Você está mudando mais do que eu (anda, anda, anda)
Dá um pouco de medo ver você assim (anda, anda, anda)
Quanto mais alto sobe o macaquinho
Assim é a vida, mais a bunda dele aparece
Eu sei que não posso dar a você
Nada além de algumas promessas, não
Tiques da revolução, implacável rock and roll
E duas têmporas ardentes que são todo o tesouro
Tão velozes são, como borrões, assim, velozes
Pisando fundo no acelerador
Engasgados pelos licores
Soprando brasas no seu coração
Você vai roubar o gorro do diabo, assim
Adorando-o como ele quer, enganando-o
Sem suas bandeiras, sedas e mais sedas
Que guardam nomes no seu coração
Esse assunto está agora e para sempre
Nas suas mãos, garoto
Pela primeira vez
Você vai roubar algo além de grana pra caralho
Quando a noite é mais escura
O dia chega ao seu coração
Sem esse diabo que mija por toda parte
E não faz espuma em lugar nenhum
Uau